domingo, 21 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Arquitetura Portátil
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
LIVINGBOX
LIVINGBOX foi uma competição de design cujas propostas deveriam incluir os temas humano, viver, e caixa. Ou seja, seriam projetos de habitações que ocorreriam em módulos, temporários ou não. Martin Heidegger diz que, para viver a era em que vivemos, somos compelidos a uma série de mudanças sociais e culturais que nos permitem descobrir a multiplicidade das dimensões do "viver". As rápidas transformações e os incessantes fluxos culturais e sociais da era contemporânea levam à formulação de um novo conceito de viver enquanto necessidade; um novo pensamento no homem e os espaços que ele quer habitar. O conceito de "casa" em si não é mais conectado ao modelo tradicional de permanência e estabilidade. Residências contemporâneas podem facilmente resultar em casas temporárias, emblema da mobilidade que caracteriza nossos tempos.






segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Travelling
Ao folhear o livro "Não Lugares – Introdução a uma antropologia da Supermodernidade", de Marc Augé, me deparei com alguns trechos interessantes cujo conteúdo já havia de alguma forma estado presente em meus pensamentos, mas que nunca o havia de fato visto registrado em forma de palavras. Me recorda bem a prática de todo ser humano em relação às suas divagações pelo mundo afora, e consequentemente as sensações, sentimentos, ilusões e experimentações que a prática da viagem carrega consigo (de especial importância para o arquiteto).
*Imagem arquivo pessoal - Saint-Germain-des-Prés, Paris, FRA.
"A viagem constrói uma relação ficticia entre olhar e paisagem. E, se chamarmos de “espaço” à prática dos lugares que define especificamente a viagem, ainda é preciso acrescentar que existem espaços onde o indivíduo se experimenta como espectador, sem que a natureza do espetáculo lhe importe realmente. Como se a posição do espectador constituísse o essencial do espetáculo, como se, em definitivo, o espectador, em posição de espectador, fosse para si mesmo seu próprio espetáculo."
(AUGÉ, Marc. Não Lugares – Introdução a uma antropologia da Supermodernidade. São Paulo: Papirus Editora,4ª edição, 2004, p.80-81)
sábado, 8 de novembro de 2008
Intervenções Urbanas?
O que pode ser condiserado intervenção urbana?
Talvez a reconstituição de uma grande área, ou a inserção de um edifício que atenda à comunidade,ou ainda pequenos espaços públicos revalorizados. Diversas possibilidades poderiam ser enquadradas enquanto "intervenção urbana".
Mas qual o limite definidor do que é ou não uma intervenção? Se considerado o fato de que esta tem como objetivo primordial promover uma melhoria na urbe, seja no material (ruas, edifícios, parques...), seja no imaterial (pessoas), as possibilidades realmente são infinitas.
Tanto que, ultimamente, uma das grandes propostas em cidades de todo o mundo tem sido a difusão da arte nas ruas, cujo acesso é extremamente facilitado.
Uma exposição de vacas nas ruas de São Paulo poderia ser considerada como uma intervenção urbana? E que tal atrativos desenhos feitos nas calçadas?
São possibilidades, em um vasto campo de idéias...
Talvez a reconstituição de uma grande área, ou a inserção de um edifício que atenda à comunidade,ou ainda pequenos espaços públicos revalorizados. Diversas possibilidades poderiam ser enquadradas enquanto "intervenção urbana".
Mas qual o limite definidor do que é ou não uma intervenção? Se considerado o fato de que esta tem como objetivo primordial promover uma melhoria na urbe, seja no material (ruas, edifícios, parques...), seja no imaterial (pessoas), as possibilidades realmente são infinitas.
Tanto que, ultimamente, uma das grandes propostas em cidades de todo o mundo tem sido a difusão da arte nas ruas, cujo acesso é extremamente facilitado.
Uma exposição de vacas nas ruas de São Paulo poderia ser considerada como uma intervenção urbana? E que tal atrativos desenhos feitos nas calçadas?
São possibilidades, em um vasto campo de idéias...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Opção para Paris!
Para quem está cansado dos mesmos padrões de hoteis, e deseja uma vista privilegiada da famosa Torre Eiffel, uma dica imperdível: Hôtel Everland!
Nos padrões da arquitetura transportável!
Uma ótima opção, não?!
domingo, 28 de setembro de 2008
Até lá?
Local: Álvares Cabral - Vitória, ES
Evento: Show de comemoração de 25 anos de carreira de Titãs e Paralamas do Sucesso
Dia: Sábado
Hora: Noite (por volta das 23hs)
Pensamento: Arquitetura
Bebida é agua
Comida é pasto
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer
(...)
Evento: Show de comemoração de 25 anos de carreira de Titãs e Paralamas do Sucesso
Dia: Sábado
Hora: Noite (por volta das 23hs)
Pensamento: Arquitetura
Bebida é agua
Comida é pasto
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer
(...)
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Arte e Cidade
Nos ultimos anos, é perceptivel o crescimento do acesso às artes. Cada vez mais os grandes centros, as grandes empresas, as grandes corporações, os grandes políticos, e outros tantos grandes das cidades vêm tentando se sobressair através da promoção de algum evento artístico. Para o cidadão, uma ótima oportunidade de acesso a uma realidade que muitas vezes não está tão presente em seu dia-a-dia.
Otilia Arantes, em seu livro Urbanismo em Fim de Linha, exemplifica essa massificação cultural com os novos-museus, que por certo não proliferam por um novo e surpreendente surto de amor à arte. É ao processo de culturalização da vida, concomitante ao de comodificação da cultura, a que temos que recorrer para entender o porquê do sem-número de Centros Culturais, Casas de Espetáculo e Museus. O Museu de Bilbao, por exemplo, seria um lance político ou ousadia estética? Ou ainda, quem sabe, uma combinação nada inocente das duas coisas?... Todo este patrimônio cultural, alardeado com estardalhaço, e que exige muita imaginação de arquitetos e urbanistas, vai criando um verdadeiro star system mundial disputadíssimo por um mercado cada vez mais exigente. Paris é com certeza mais rapidamente associada às tubulações coloridas do Beaubourg ou à Pirâmide do Novo-Louvre – imagem esta que hoje quase tem a força do logotipo da Coca-Cola, de tanto que é utilizada em reclames publicitários, especialmente no campo da moda – do que à velha Notre-Dame ou à Torre Eiffel. Aliás, como por contaminação, as próprias cidades foram se transformando em museus, através da estetização da vida urbana encenada nesses novos “espaços públicos”.


Além dessas grandiosas propostas de intervenções artísticas, outras de menor porte, ou talvez mais informais, também buscam se sobressair. Em São Paulo, a alguns anos atrás, iniciou-se o Arte/Cidade, cujo objetivo seria o de valorizar as identidades urbanas através da promoção da arte como lugares únicos. Nelson Brissac diz que pode ser eficaz uma estratégia que pressupõe a cultura como a argamassa capaz de sedimentar mais uma vez o tecido da vida comunitária, rompido pela escala metropolitana da cidade e pela abstração crescente dos processos urbanos e relações sociais. Mais informalidade ainda, talvez na utilização de vazios urbanos, como edifícios não-concluídos. O projeto Topografias Cênicas, parceria dos grupos de teatro Cia. Suspensa e Armatrux + Vazio S/A, explora esse tipo de 'vazio' através de eventos realizados em espaços temporariamente adaptados para receber atores e população.
Em entrevista no programa Manhattan Connection da GNT nesta semana, o artista plástico Vik Muniz, nascido em São Paulo, mas residente em New York, falou um pouco sobre seu trabalho e suas exposições em todo o mundo. Segundo ele, a paisagem mudou, e consequentemente a forma como a encaramos tambem mudou. O entretenimento é parte de todos os eixos da vida, e passou a ser exigido como tal. E o acesso à essa arte, geralmente vista como entretenimento, tem aumentado significadamente. E ele, enquanto artista, tem papel fundamental na difusão dessa arte, e na relação que ela exerce com o cotidiano das pessoas.

Nesta mesma semana, ocorreu em Vitória, ES, um seminário intitulado "Interterritorialidades: Fronteiras Líquidas. Passagens, Cartografias, Imaginários", que vem abrir as inscrições para o concurso de projetos de intervenções urbanas de caráter efêmero e temporário para o 8º Salão do Mar, voltado para práticas artísticas que estabeleçam uma relação interdisciplinar com a cidade, seus espaços e habitantes.

Certamente que todas essas possibilidades de acesso à arte e cultura ainda não são suficientes para que todos sejam atingidos. Porém, este é o caminho. É cada vez mais urgente que haja esse incentivo à facilitação entre população e arte.
domingo, 7 de setembro de 2008
Nossas cidades, nosso habitat...

O que está acontecendo com nossas cidades? Por que este pedaço de terra o qual habitamos tem sido o acusado e o acusador de tantos problemas relativos à vida do ser humano? O arquiteto Richard Rogers nos diz em seu livro Cidades para um Pequeno Planeta que "é uma ironia que as cidades, o habitat da humanidade, caracterizam-se como o maior agente destruidor do ecossistema e a maior ameaça para a sobrevivência da humanidade no planeta". A primeira e mais óbvia constatação a respeito das cidades é que elas são como organismos, absorvem recursos e emitem resíduos. Quanto maior e mais complexas forem as cidades, maior também será sua dependência das áreas circundantes, e maior sua vulnerabilidade em relação às mudanças em seu entorno. Como a maioria das cidades vem apresentando alto grau de crescimento, e conseqüentemente de problemas, a situação está se projetando mundialmente, expressando a preocupação com o futuro de nossos habitats.
O futuro do planeta, e consequentemente da humanidade também é amplamente discutido, e tudo isto está relacionado principalmente à açao do homem na natureza. Em 2006, o ex vice-presidente dos EUA, Arnold Gore, lançou o documentário intitulado An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), que revela de forma espetaculosa a problemática do aquecimento global causado pelo homem. Desde então, diversas publicações de todo o mundo vêm tentando mostrar aos cidadãos comuns o que é verdade e o que não é. Não há certezas sobre a possibilidade de uma reversão total desse quadro, mas é fato que algo deve ser feito. E já! E a nós, o que cabe fazer?
Milhares de artigos trazem possibilidades de ações sustentáveis que podem ser feitas no dia-a-dia, para que tornemos este mundo melhor! Mas as necessidades das cidades vão muito além de fatores ligados à sustentabilidade (na verdade, sustentabilidade já deve ser encarada como uma premícia básica). Estão ligados à política, à economia, à pobreza, à educação, à infra-estrutura, à violência... Tudo isto torna a discussão relativa às cidades uma causa em que não se vê a luz no fim do túnel. Mas e se cada pessoa fosse responsável por solucionar as problemáticas relativas à sua área de atuação? Não me refiro aos políticos, mas sim ao cidadão comum: o médico, o advogado, o empresário, o arquiteto, a dona-de-casa, o economista...
Milhares de artigos trazem possibilidades de ações sustentáveis que podem ser feitas no dia-a-dia, para que tornemos este mundo melhor! Mas as necessidades das cidades vão muito além de fatores ligados à sustentabilidade (na verdade, sustentabilidade já deve ser encarada como uma premícia básica). Estão ligados à política, à economia, à pobreza, à educação, à infra-estrutura, à violência... Tudo isto torna a discussão relativa às cidades uma causa em que não se vê a luz no fim do túnel. Mas e se cada pessoa fosse responsável por solucionar as problemáticas relativas à sua área de atuação? Não me refiro aos políticos, mas sim ao cidadão comum: o médico, o advogado, o empresário, o arquiteto, a dona-de-casa, o economista...
Ao se debater o futuro das cidades, o foco não pode se prender somente em uma municipalidade, mas deve se estender infinitamente. Vivemos em um mundo em que tudo está conectado; cada ação é capaz de gerar impactos diversos, em localidades diversas. Desse modo, deixa-se de pensar em local, e passa-se a pensar em global, mesmo que o objeto de estudo principal seja o local. A cidade deve ser pensada por todos, deve ser vivida por todos, deve ser experimentada por todos, deve ser sentida por todos. Por que não lutar por isso? Que não nos acomodemos à realidade que nos foi imposta...
domingo, 24 de agosto de 2008
Blog?
Este blog surge neste exato momento como uma atitude de insatisfação pela falta de referências relacionadas à propostas referentes a melhorias nas cidades.
A partir do meu Projeto de Graduação do Curso de Arquitetura da Universidade Federal do Espírito Santo, pude perceber a carência relativa a discussões e a novas alternativas de intervenções nas cidades, especialmente semelhantes à minha proposta para a cidade de Vitória, ES, Brasil, na qual resido.
Quem sabe este espaço virtual possa suprir uma carência de debates e de referências neste sentido, e mais ainda, propiciar a proliferação de idéias semelhantes a essa em diferentes localidades de todo o mundo.
Pois como dizia Chico Buarque:
"Mas não, mas não
O sonho é meu e eu sonho que
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
E os pintores e os vendedores
As senhoras e os senhores
E os guardas e os inspetores
Fossem somente crianças"
(A cidade ideial)
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