terça-feira, 28 de julho de 2009
Invisible Cities
“Nobody wonders where, each day, they carry their load of refuse. Outside the city, surely; but each year the city expands, and the street cleaners have to fall farther back. The bulk of the outflow increases and the piles rise higher, become stratified, extend over a wider perimeter” – Italo Calvino, Invisible Cities
domingo, 26 de julho de 2009
Post-it CITY
Exposição internacional itinerante que explora as ocupações temporárias do espaço público!
http://www.mac.uchile.cl/exposiciones/2009/post_it_city.html
http://www.mac.uchile.cl/exposiciones/2009/post_it_city.html
sábado, 11 de abril de 2009
Rede
Vídeo relacionado ao Projeto de Graduação de Brunella Sardenberg Moncorvo pela UFES, no curso de Arquitetura e Urbanismo. O vídeo contorna a ilha percorrendo as principais avenidas de Vitória, e durante o percurso, sugere eventos que poderiam ocorrer em cada uma dessas localidades a partir de intervenções locais programáveis, que funcionariam no formato de rede.
domingo, 29 de março de 2009
Pura Arte Urbana
Experimente andar pela cidade e observar a sua volta. Certamente você vai acabar se deparando com a arte urbana. Verdadeiras obras de artes marcadas em prédios, muros de construções abandonadas, placas, postes e muitos outros lugares que um centro urbano pode oferecer.
Um site muito legal que reúne diversas obras do gênero é o Streetsy que mostra a arte urbana em desenhos, gravuras, esculturas e muitas outras feitas em diversos lugares do mundo.
Acesse: http://www.streetsy.com/
terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Mínimo

Rotterdam, Holanda.
Imagem que diz muito. Uma lata velha e aparentemente esquecida, no meio de uma rua, serve de vaso para um conjunto belissimo de flores. Uma mínima atitude pode trazer grandes consequencias. Uma pequena intervenção pode causar grandes transformações em um território. Assim como as flores.
(foto by pedro rossi)
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Cidades Multifaciais

Em se tratando da padronização como princípio básico, surge uma homogeneização do espaço urbano, onde sistemas urbanos especializados, como shopping centers, hotéis, restaurantes, aeroportos, rodovias e habitações não mais consideram particularidades da pequena escala da cidade, mas sim contextos globais impostos como corretos. Os espaços passam, assim, a perder suas características próprias como geografia e vizinhança. É a chamada ‘cidade multifacial’, inexpressiva em sua mediocridade. São as cidades sem alma e sem identidade, semelhantes em qualquer lugar. Aquelas nas quais os símbolos tradicionais e os elementos de identidade local – o ‘espírito do lugar’ – foram atropelados, e os valores autênticos substituídos por conceitos reducionistas sobre tradições e modos de vida.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Paisagem Cultural
Qual o processo de formação das cidades? Sem dúvida, é um processo lento e gradual, formado por diversos atores no decorrer do tempo. A paisagem observada nas cidades não é, de forma alguma, um processo de modelagem imaginado como simplesmente físico. O que diferencia uma paisagem urbana de uma considerada “natural” são os agentes que nela incidem. Agentes como tempo histórico e clima são involuntários. Atuam (e deveriam atuar) desde antes das interferências humanas.
Conforme Côrrea (CÔRREA, 1998, p. 46), sob um determinado clima uma paisagem característica vai-se desenvolver ao longo do tempo . Há um agente dito característico de uma paisagem urbana: o homem. Desse modo, pode-se dizer que a paisagem natural vem sendo submetida a uma transformação nas mãos do homem. E não coincidentemente, as paisagens que mais sofreram alterações são as constituídas por cidades. O meio pelo qual o ser humano se expressa, de forma positiva, é a cultura. Conformam-se, assim, dois tipos de intervenção: não-cultural e cultural. A primeira seria a predatória, ou seja, que não é efetivada em conseqüência das reais necessidades de sobrevivência e de organização, mas que acontece em prol de um objetivo não compartilhado. Já a segunda, através da riqueza agregada, é capaz de construir uma identidade cultural que está diretamente ligada ao seu território. Apesar de a paisagem agregar identidade, a percepção dessa identidade é individual, podendo inclusive ser considerada como um texto cultural, já que os “textos têm muitas dimensões, e oferecem a possibilidade de leituras diferentes, simultâneas e igualmente válidas” (CÔRREA, 1998, p. 101). Cada um é capaz de compreender uma paisagem de forma distinta de outros. Levando-se em conta as transformações culturais, produzidos pelo homem, chega-se ao termo dito “paisagem cultural”.
Segundo Sauer (SAUER, 1983, p. 27), a paisagem, como o processo físico e cultural de formatação da terra, seria uma formatação gerada pelos “fatos do lugar”, e pela análise da constituição, limites e relações genéricas entre paisagens. A paisagem seria definida como um conceito maior que o todo visível de seus constituintes. Suas qualidades físicas seriam determinadas a partir de suas características de habitat presente ou potencial. Deste modo, a cultura seria o agente, a área natural o meio, e paisagem o resultado.
As cidades são, portanto, paisagens culturais, fruto das intervenções culturais (humanas). Se analisadas desse enfoque, percebe-se a riqueza que elas são capazes de traduzir. A cidade é "museu vivo", pois é ela que, através da exposição da arquitetura, da culinária, dos costumes, dos hábitos, das tradições, da lingüística, da arte, revela seu passado de maneira interativa. É necessário estar atento às suas características mais intrínsecas para percebê-la. Alguns pontos são facilmente perceptíveis; outros já são notados após um conhecimento mais aprofundado da história. Logo, "a cidade é potencialmente o símbolo poderoso de uma sociedade complexa. Se for bem desenvolvido do ponto de vista óptico, pode ter um forte significado expressivo." (LYNCH, 1988, p. 15)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Frequência Urbana

Em relação ao conceito de "intervenções", uma opinião que muito me marcou foi a de Nelson Brissac, em sua publicação ARTE/CIDADE. Nela, ele diz que em uma cidade cujo fluxo amplo e complexo representa a dinâmica urbana, intervir se revela como um gesto sobre o que já está em movimento. É como surfar ou entrar numa freqüência. Assim, toda intervenção urbana é, necessariamente, um projeto de alto risco. É tudo ou nada.
(BRISSAC, Nelson. Intervenções Urbanas: Arte/Cidade. São Paulo: Ed. SENAC, 1998, p.12-13)
É realmente interessante, pois uma cidade, ou uma região qualquer já apresenta sua dinâmica, sua movimentação própria... E intervir requer cuidados, estudos e atenção, para que se consiga atingir exatamente a frequencia daquele local, ou seja, suas necessidades, sua realidade e suas qualidades. É um projeto de risco, mas altamente necessário em muitos casos.
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