
Em se tratando da padronização como princípio básico, surge uma homogeneização do espaço urbano, onde sistemas urbanos especializados, como shopping centers, hotéis, restaurantes, aeroportos, rodovias e habitações não mais consideram particularidades da pequena escala da cidade, mas sim contextos globais impostos como corretos. Os espaços passam, assim, a perder suas características próprias como geografia e vizinhança. É a chamada ‘cidade multifacial’, inexpressiva em sua mediocridade. São as cidades sem alma e sem identidade, semelhantes em qualquer lugar. Aquelas nas quais os símbolos tradicionais e os elementos de identidade local – o ‘espírito do lugar’ – foram atropelados, e os valores autênticos substituídos por conceitos reducionistas sobre tradições e modos de vida.
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