
Em relação ao conceito de "intervenções", uma opinião que muito me marcou foi a de Nelson Brissac, em sua publicação ARTE/CIDADE. Nela, ele diz que em uma cidade cujo fluxo amplo e complexo representa a dinâmica urbana, intervir se revela como um gesto sobre o que já está em movimento. É como surfar ou entrar numa freqüência. Assim, toda intervenção urbana é, necessariamente, um projeto de alto risco. É tudo ou nada.
(BRISSAC, Nelson. Intervenções Urbanas: Arte/Cidade. São Paulo: Ed. SENAC, 1998, p.12-13)
É realmente interessante, pois uma cidade, ou uma região qualquer já apresenta sua dinâmica, sua movimentação própria... E intervir requer cuidados, estudos e atenção, para que se consiga atingir exatamente a frequencia daquele local, ou seja, suas necessidades, sua realidade e suas qualidades. É um projeto de risco, mas altamente necessário em muitos casos.
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